Uma mão no meio do volante, a outra segurando um cigarro, menta, acelerando como se corresse do fim, como quem corre do mal. Uma tragada pra não estragar, sente o final do acelerador. Lembra em flashes o que passou naquela cidade, cidade maldita com um começo terrível e um final temível, onde ele queria ter tido mais tempo, ou mais beleza, quem sabe um pouco de caráter; Isso era o que ele pensava, mas ela queria arrogância, intolerância, sucesso, habilidade e beleza. A beleza era primordial, não sabem se contentar com algo pouco, ou ver o interior, querem a pele, a carne, sem ela não tem graça, hoje ele ainda não sabe porque pensou que aquela época seria diferente, já que ele pensava. Traga pra não estragar, fecha os olhos, solta o cigarro na boca, sente as batidas do coração com a mão, e com a outra mão no banco do passageiro, tenta sentir a noite, se lembrar da noite, ser a noite e sente o coração. Ambulâncias.