Entro na água, esclarecer. Me arrisco sem pensar, faço o que nunca fiz, de olhos abertos. Vejo com o coração, sinto com o olhar. Uma parede me bloqueia, não sei se é a minha mente ou a tua. Perco meu ar, só de pensar. Caem mais gotas do meu cabelo. Como eu queria provar o gosto dos teus cabelos.
Sentir o asco da tua boca e viver um pouco a vida como ela é. Estou molhado e com sentimento, e ainda é Domingo. Somos todos vazios e sem sentimentos, acabados e jogados ao relento, mas será que o quê falta em nosso hoje é o que fizemos, ou o que deixamos de fazer?
Uma junção é magnífica, mas como toda é, duvidosa. A contradição, a hipocrisia, pensamentos cansados. Esse poema é a aglomeração de pensamentos passados, pense em como é viver a vida sem saber como ser vivida, é o que passamos a todos os dias. Acostumar-se com uma vida, apenas uma, por muito tempo, mata, fere e dá motim.
Não é esperando por ela que vou me levantar, mas também não é me levantando que vou avançar, há tudo dois lados.
Tudo há um pé de ruindade. Como palavras liberam a verdade, como a tensão diminui com a verdade, por mais que ainda não tenha sido dita em voz alta, mas apenas pensada e passada para outra coisa, já é mais atenuante.
Não por pensamentos em linha, apenas digitar, é isso que faz o poema ficar, estranho. A agonia é continua, aleatória, e não tem ordem lógica, qualquer período pode ser posto em qualquer ordem.
Assim a vida continua, até acabar o amor.